MANIFESTO DA DIRECÇÃO: Este blogue “www.sortesdegaiola.blogspot.com”, tem como objectivo primordial só noticiar, criticar ou elogiar, as situações que mais se distingam em corridas, ou os factos verdadeiramente importantes que digam respeito ao mundo dos toiros e do toureio, dos cavalos e da equitação, com total e absoluta liberdade de imprensa dos nossos amigos cronistas colaboradores.

domingo, 31 de dezembro de 2017

O meu Reveillon 2017...

O meu Reveillon popular...



Meus senhores estou triste!!! Vem aí a passagem de ano, e eu, que não danço, não tenho dias marcados para me divertir nem para me embebedar, nem para fazer amor, nem para levar a mulher ou namorada a passear, nem para comer marisco, nem para tomar banho, nem para cortar as unhas, nem para ir ao cinema, nem para ir ao dentista, nem para nada; estou condenado nesse dia ao isolamento com mais meia dúzia de pindéricos.

Não ligo sequer a televisão porque não me anima. Já há muitos anos que não acho graça ao Herman e tenho-lhe inveja porque diz mais palavrões que eu, porque nunca teve que se divorciar, porque tal como eu não sabendo nadar ou nadando mal tem um barco e eu não, porque pinta o cabelo e eu não tenho coragem para isso e já quase não tenho cabelo.

Resta-me jantar á bruta em casa do meu amigo Fernando Rodrigues com o Manuel Lamas e respectivas familiasiredo.

Quando há uns anos a passagem de Ano era em minha casa o programa gastronómico era sempre igual para os amigos que ali se reuniam.

Para fazer boca ao fim da tarde ,começava-se com uns tordos na brasa espalmados só com sal, ou á paneleiro com taroulos de toucinho de porco preto enfiado no rabo. Depois era jantar e ceia em simultâneo
Consome de “marrequinha” com a mesma desfiada.
Pudim de lebre acompanhado com alcaparras e pepinos anões (cornichons para os pessidónios) em vinagrete
Perdizes estufada com míscaros e azeitonas
Perna de veado e javali (perfumadas de Gerez) no forno, acompanhadas de umas putas de umas batatinhas também no forno e ainda grelos, geleia de camarinha com folhas de hortelã, castanhas e fios de ovos.
Doces : Peras bêbedas, arroz doce em várias versões, leite creme, fatias paridas, filhós e toda a variedade de doces conventuais de Tentugal, exceptuando a barriga de freira, que nunca me passou pelos beiços porque não calhou, mas que reza a tradição ter sido muito apreciada por um antepassado meu, curiosamente de nome João.

Abaixo as mousses, as bavaroises e todas essas merdas importadas de estrangeiro.

Bebida: Espumantes da Bairrada e água. Nem falar em Chanpagne…

Muita asneira, muita maldicência, muita alegria sem exuberância e por fim á meia noite o numero das passas, os beijos na boca das respectivas com hálitos sofríveis que reflectiam a natureza dos consumos, mais uma taça, um Kompensam, um Pankreoflat um chá de manzanilla bem quentinho para ajudar a limpar a tripa de manhã e chi chi (e de noite várias vezes chi chi) cama.

Dirão os leitores, e onde arranjava toda essa caça? É fácil, um dos presentes. o Luís Carlos Pedra, é um excelente caçador, talvez o melhor de Portugal!!!
Até se diz aqui na zona e quiçá na Europa: “Querem caça?! vão ao Pedra!!!...

Este ano em casa do Fernando Rodrigues, será excelente, com toda a certeza. A companhia promete, e o bem receber é conhecido...



No dia 1 começa um novo ano, e aí desejo tudo de bom aos meus amigos, e aos meus inimigos nem tanto... ( não sou hipócrita!!!).

sábado, 30 de dezembro de 2017

Assim foi o Natal de muitos...

Na mentira da fachada que muita gente usa nesta época, abastarda-se o verdadeiro espírito natalício.




 
A crise, a tão propagandeada crise, não alterou para já, a mesa farta de muitos, que continuará com o bacalhau, o peru, o arroz de polvo, o leitão e as entradas modernistas da gamba (20 unidades,40,60 ou 80 consoante a bolsa), o pata negra ou branca igualmente consoante a bolsa, e as reservas tipo, igualmente consoante a bolsa.

A maioria dos filhos de pais separados, e cada vez são mais, andaram num virote de casa da mãe para casa do pai, dos avós maternos para casa dos paternos, a receber uns envelopes com umas notas ou umas prendas não raras vezes patéticas. Nalguns casos e não são poucos, este ritual é precedido de negociações dificílimas para decidir a qual dos conjugues calha a noite da consoada ou o dia de Natal, em que estes envolvem os filhos em discussões e agressões verbais, num “dejá vu” de recordações, que eles têm sempre que gramar nesta época, nos seus aniversários, na Páscoa e nas férias.

Os jantares de Natal das empresas, de agremiações, de sociedades do totobola ou do euromilhões, da malta que foi á inspecção no mesmo ano, dos grupos de Forcados, etc. estão institucionalizados servindo muitas vezes e só para alguns apanharem grandes pielas ou até para dizerem mal uns dos outros á sorrelfa.

Houve como sempre uma migração típica da época, da cidade para a província e da província para a cidade. Os que foram á cidade carregam os carros com tudo, batatas, garrafões de vinho e azeite, cambos de cebolas e molhos de alhos, couve portuguesa, lombos de porco e chouriças, nozes e maçã raineta e por cima desta turgia vão as putas das prendas com embrulhos muito bem feitinhos que chegam ao destino todos amarrotados. Ao mergulhar na cidade, nas ondas lustrais da civilização (crêm eles), surge a visão de que afinal ali não largarão a crosta vegetativa campesina, nem virão de lá rehumanizados.

Os que fizeram o percurso inverso, da cidade para o campo, sentem-se - na maioria dos casos - aí afastados dos pavimentos de madeira ou asfalto e qualquer outro piso os faz desconfiar. A humidade é mortal, cada torrão e cada pedra são um mistério para os mais novos que sempre viveram na cidade e ali nasceram, a quem os pinhais e eucaliptais que ainda existem dão a ideia dum lúgubre despovoamento do universo. Os mais velhos visitaram amigos com adega, enquanto as mulheres correram a aldeia de porta em porta a visitar as amigas de infância que lhe dizem: estás cada vez mais nova e mais linda, mesmo que estejam uns cacos velhos e gordas como as baleias orcas. Nessa espécie de Via Sacra vão recolhendo uma galinha aqui, um coelho ali, meia dúzia de ovos acolá e um “naperon” bordado á mão pela neta da parceira da comunhão, que não dá nada para o estudo (até se diz que fuma uns charros), mas que p’rá costura e não só… tem umas mãosinhas de fada.

As criancinhas foram torturadas até á meia noite sem receber os presentes, dorminhando aqui, tropeçando acolá, brigando umas com as outras e nalguns casos levando mesmo um chapadão do pai, que já está grosso, que reage assim, estupidamente ao barulho e á impaciência da putalhada.

Na véspera e dia de Natal os telemóveis não pararam e as linhas sobrecarregadas, rejeitam chamadas á força toda, instalando-se a confusão total.

Os apoderados e bandarilheiros ligam aos respectivos toureiros.

Alguns Ganaderos dão um toque a alguns empresários.

Nós os críticos ou cronistas taurinos, recebemos chamadas quase de toda a gente.

Os tipos mais civilizados ligam ás ex mulheres...lol

Eu ligo ao Alvarenga, ao Pombeiro e á solange e a mais 4 ou 5 amigos.

Para a maioria, o Natal foi pouco mais que isto.

Os meus votos sinceros para 2018...

É importante viver a vida pela positiva....



O ano 2018 vai ser mais dificil ou mais fácil, consoante a forma como cada um encarar o seu dia a dia. Se começar mos logo a pensar que vai ser mau, as coisas complicam-se naturalmente, mas o inverso do que acabei de escrever também é verdadeiro.

Depois deste preambulo, deixo aos leitores os meus desejos sinceros para o ano que aí vem.

1º - Seria bom que os empresários adjudicassem as praças por valores razoáveis, contribuindo assim para um melhor equilibrio.

2º - Acabar com as guerras entre empresas, entre forcados, entre toureiros e entre os pr´prios critícos.

3º - Que toda a critíca interiorize que porque se gosta mais de A, não se deve menosprezar o B e o C....

4º - Que continue a haver cada vez mais critério ( tem vindo a melhorar...) na escolha dos toiros.

5º - Que os toureiros quando toureiam no centro e Norte do País, se lembrem que é nessas regiões que a FESTA tem aumentado de ano para ano a sua implantação.

6º Que as instituições que defendem a FESTA, guardem os meios e a força para combater os verdadeiros inimigos.

 7º - Que os directores de corrida cumpram a lei não esquecendo o bom senso.

8º - Seria bom que todos sos aficionados vissem as corridas de forma positiva sem avinagramentos.

 9º - Que todos os critícos se documentassem mais sobre a equitação e a essência do toureio.

10 º - Desejo sinceramente que ninguém, mas mesmo ninguém,  seja marginalizado. O mundo do toiro é de todos e para todos...

Vale a pena ler mais esta crónica de M. Lamas de Mendonça...

Crónica de Manuel Lamas de Mendonça






Á frente do burladero e ao lado do bom senso


W. Churchill reconhecia que, a partir de uma certa idade, não é preciso fugir ás tentações porque… as tentações fogem de nós. Parece evidente que a gentinha anónima que se acotovela atrás do burladero ainda não chegou a essa idade de sabedoria. Se bem me lembro existia uma diferença ligeira entre estar atrás do burladero, e sair para a frente do mesmo. Uma diferença em tudo semelhante entre o sair a terreiro para apontar frontalmente faltas de bom senso, ou ideias de gosto duvidoso, e permanecer agachado atrás de tábuas,  a  miar  umas coisas politica e moralmente correctas, mas tão insonsas como a pasta de queijo da vaquinha sorridente. Por acaso  não achei que as exposições de Presépios,  pais natais  e Meninos Jesus do Sortesdegaiola  tivesse correspondido a um momento de particular inspiração, ou sequer de fino humor. Nem mesmo de elegância, para não falar já do respeito por coisas que me são caras. Mas tenho presente que os Cortesões, teimam em permanecer uma velha dinastia de jacobinos monárquicos e anticlericais, tendo, como toda a gente compreenderá, alguma dificuldade em conciliar todas estas facetas de uma rica e secular tradição de militâncias antagónicas. Que seriam conflituais para qualquer arrivista de primeira geração, acabado de calçar as botinhas catitas  do alpinismo social. Essa gentinha recém-chegada tem que aparecer alinhada, certinha, virtuosa e subserviente para com aquilo que julga ser o ar dos tempos. È a condição de todos os cristãos novos e recém-chegados . Têm de exagerar na virtude. Ser mais papistas do que o papa. Há séculos que existem regras para a assimilação de cristãos-novos. E, bem observadas por gente com saber fazer ,  e saber estar, essas regras tem funcionado satisfatoriamente no tempo longo.  Mas vinca-se em  alguns de nós uma tendência irreprimível e popularucha para que um reparo bem apontado, e cheiinho de razão,  descambe, e tanto, que acaba por  esquecer o alvo e perder  a razão.  Foi o que aconteceu com a rapaziada acoitada atrás do burladero  que não gostou das exposições de Presépios,  pais natais  e Meninos Jesus do Sortesdegaiola. Eu também não gostei. Nem sou obrigado a  reconhecer em José Vilhena um continuador do Bordallo ou do Stuart Carvalhais.  Ou a acreditar que chalaça é um sinónimo de senso de humor. E posso mesmo entender que, nesta mudança de paradigmas universais, é mais ajuizado que os cristãos, ou simples cristianizantes, exijam - com   a coragem da lucidez - o mesmo respeitinho pela suas crenças fundacionais que nos é imposto pelo Islão ou pelo Sionismo. Mas o que me irrita supinamente é que se perca a razão, como sucede com a gentinha que se alapa atrás do burladero.  Porque não resiste a confundir logo alhos com bugalhos. Porque escorrega logo para  à perfidiazinha mole. Porque tropeça na delação de sacristia e num indisfarçado oportunismo de rivalidade clubista. Seria tentado a concordar  com a gentinha atrás do burladero. Se fossem a voz mítica do povo truculento e vociferador.Um povo indignado, que lava no rio as ofensas àquilo em que acredita, e dá a cara. Ou tem um nome que assina. Mas sacudo de mim a eterna rata de sacristia burguesa que só dá esmolas e à saída da missa. Ou os bons conselhos piedosos que apenas  dão jeito a quem pretende entalar o vizinho e gamar uma courela à Misericórdia.Ficamos entendidos. Criado de VocelênciasManuel Lamas de Mendonça


Toureiros tipo "Bolo Rei" ...

Os toureiros, tipo "Bolo de Anos" e tipo "Bolo Rei"...

 

Celebrar uma data importante com direito a guloseimas tem sua provável origem nas festas de culto aos deuses da Antiguidade.


 Bolo Rei...



Reza a lenda que este doce representa os presentes oferecidos pelos Reis Magos ao Menino Jesus aquando do seu nascimento. A côdea simbolizava o ouro, as frutas secas e cristalizadas representavam a mirra, e o aroma do bolo assinalava o incenso. Ainda na base do imaginário, a existência duma fava também tem a sua explicação: Quando os Reis Magos viram a Estrela de Belém que anunciava o nascimento de Cristo, disputaram entre si qual dos três teria a honra de ser o primeiro a entregar ao menino os presentes que levavam. Como não conseguiram chegar a um acordo e com vista a acabar com a discussão, um padeiro confeccionou um bolo escondendo no interior da massa uma fava. De seguida cada um dos três Magos do Oriente pegaria numa fatia. O Rei Mago a quem tocasse a fatia contendo a fava seria o que entregaria em primeiro lugar os presentes a Jesus.  É claro que isto é só uma lenda, históricamente falando, a versão é diferente. Aproveitando um inocente jogo de crianças, caracteristico do mês de Dezembro, a igreja católica decidiu relacioná-lo com a Natividade e com a Epifania, ou seja, com os dias 25 de Dezembro e 6 de Janeiro. A influência da Igreja na Idade Média determinou que esta última data fosse designada por Dia de Reis e simbolizada por uma fava introduzida num bolo, cuja receita se desconhece. O Bolo Rei terá, aliás, em França no tempo de Luis XIV para as festas do Ano Novo e Dia de Reis.

 

Bolo de Anos...



Temos que agradecer à deusa Ártemis, celebrada pelos gregos como a matrona da fertilidade, pelo aparecimento do bolo de aniversário.
Há especialistas que defendem outra teoria. Segundo ela, a tradição surgiu na Alemanha medieval, onde se costumava preparar uma massa de pão doce no formato do menino Jesus no Natal. Depois essa guloseima seria adaptada para a comemoração do aniversário de crianças.
Já o uso de velas teria sido herdado do culto aos deuses antigos, tendo o fogo destas a missão de levar, por meio da fumaça, os desejos e as preces dos fiéis até o céu, para que eles fossem atendidos.
Nos dias de hoje ninguém aprecia verdadeiramente comer os “bolos de anos”, tal como há poucos verdadeiros apreciadores de Bolo Rei, então os bolos de anos, aparecem depois de uma refeição melhorada e normalmente apresentam-se vulgaríssimos produtos de pastelaria de capa branca ou mais ou menos colorida, com bonecos mais ou menos idiotas e uns dizeres banais, do tipo: “ PARABÈNS ou FELIZ ANIVERSÀRIO.
No fim das ceias de Natal, cresce invariávelmente Bolo Rei, e nas festas de anos vêm-se sempre os pratos abandonados , com fatias intocadas, com meia fatia, um quarto, um quinto, etc., e a estas variantes temos que juntar aqueles convidados que se enchem de coragem e dizem: “Não quero, muito obrigado”. Há ainda o caso dos que aceitam a famigerada fatia e a compartem com as mulheres ou com os filhos e os mentirositos que depois de mamarem, mousse de manga, gelado e pudim á tromba estendida, dizem: “Gostava mas não posso por causa dos diabetes”.

Resumindo, ninguém é contra o Bolo Rei ou contra os “bolos de anos” mas ninguém é apaixonado por eles.

Com todas estas variantes atrás citadas faço agora um certo paralelismo com o mundo do touro.

Há de facto toureiros que são como o Bolo Rei ou como os bolos de anos, ninguém desgosta deles sobremaneira, mas também ninguém gosta deles á séria e poucos os repudiam.

Os artistas “bolos de anos” existem e não são maus, mas era importante que se tornassem apetecíveis.

Toiros- Momento dramático....


quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Mensagem - O importante é entre o Ano Novo e o Natal...

Entre o Ano Novo e o Natal...



O Natal é quando um homem quiser...


Esta é a visão poética e filosófica que colide com a hipocrisia do Natal, hoje tão vulgarizada.

. A solidariedade não é um traje para uma festa de ostentação social. A generosidade e o altruísmo não são as vestes de Natal, geradas num tempo de individualismo, egoísmo e desigualdade, Natal esse em que muitas famílias se reúnem mais por tradição do que por fraternidade, mais por convenção do que por amor. Um natal onde muitas vezes, importa mais o que se recebe do que o que cada um oferece de si mesmo.

Para mim não importa o que fazemos entre o Natal e o Ano Novo, mas sim o que fazemos entre o Ano Novo e o Natal". E disso muitos esquecem. Mas mesmo assim, desejo feliz Ano Novo......

Defende o amor ao toiro bravo...


Toiros- Pelagens e cornamentas...


Toiros- As sanguessugas são um inimigo...


quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Toiros- Bom ano de 2018...

Projecção para 2018..

Mensagem de ANO NOVO

Resultado de imagem para ano 2018

Nestes dias de paz, resolvi chamar á realidade os leitores, porque efectivamente estamos em crise.
Todos os países têm épocas na sua história, em que tudo ou quase dá vontade de rir se não estivessem em causa coisas demasiado sérias, como crises incluindo as de valores, que arredondam em ataques de loucura e faltas de respeito para com o mundo, para com os doentes, os mortos e sobretudo os próximos.


Contou-se no contexto da revolução Francesa que um dia uma rainha Francesa ao ouvir o povo a manifestar-se de que não tinha pão, teria dito com ar sério para as damas de companhia; “Se não têm pão comam “brioches” ( bolo tipicamente Francês)…”

Hitler disse: “ O primeiro e essencial quesito para o sucesso, é a violência”.

Mussoline declarou um dia: “ A verdade é que os homens estão fartos da Liberdade”.

Cavaco disse: "Nunca me engano e raramente tenho dúvidas".

Estas barbaridades e muitas mais encontradas na história de todos os países , coincidem com períodos negros que são acompanhados por factos verdadeiramente anormais.

No nosso país acontecem hoje situações que se afastam da racionalidade normal.
  os partidos não assumem os seus erros, fazendo de conta, de forma patética, que nada tiveram a ver com a crise, argumentando de forma tão estúpida e patética como aquela que atribuem a Maria Antonieta, quando sugeriu que o povo que não tinha pão, comesse “Brioches”.

A guerra Benfica Sporting e Porto, é de um primitivismo atávico, lembra-me a frase de Hitler acima citada que, atribui á violência preponderância na obtenção do sucesso.

A posição dos ANTIS face á História, á arte e á cultura, assim como a prepotência de alguns empresários e algumas figuras, levam-me a pensar que subjacente a estas atitudes há a pequenez do pensamento espúrio de Mussolin, quando afirmou estarem os homens fartos de liberdade.

A propósito, Julgo importante e curioso recordar que Maria Antonieta, Hitler e Mussoline tiveram um fim de merda...

Quero também chamar á atenção para o facto de tudo o que escrevi até aqui, fazer parte da crise que começa por ser uma crise de valores, e ao mesmo tempo recordar aos abusadores, que o poder é sempre efémero, e quase sempre enganador.
Todos se lembram que dias antes do 25 de Abril, o Prof. Dr. Marcelo Caetano foi aclamado num estádio de futebol. A propósito, convido os leitores a verem com atenção o que se passou nos casos relativamente recentes, das crises do Egipto e da Libia. Num caso e noutro os chefes, Mubarak e Kadafi símbolos do autoritarismo, acreditaram numa força que já não tinham, e pateticamente só ouviam os que lhes diziam “Ámen”, não compreendendo em consequência que tudo estava contra eles,o mesmo acontecendo ao longo dos anos, com algumas figuras do toureio e algumas empresas, que não se capacitam de que estão a mais.

Para quem abusa do estatuto que tem no mundo dos toiros, é bom lembrar o que vou citar a seguir, da autoria de Jorge Luís Borges: "As ditaduras ( o auturitarismo) fomentam a opressão, as ditaduras (auturitarismo) fomentam o servilismo, as ditaduras (auturitarismo) fomentam a crueldade; mas o mais abominável é que fomentam a idiotice."

Não é só com trocas e baldrocas sem ter em conta o real interesse dos aficionados, que as empresas prejudicam a "FESTA" …
Não é só com ir á balda para qualquer corrida que os grupos de Forcados, prejudicam a história da arte de pegar toiros...
Não é só com facciosismos quadrados e estéreis que certa imprensa prejudica a "FESTA"...
Não é só com imitações , ainda que boas, que os toureiros se afirmam...

A Idiotice plana efectivamente sobre alguns comportamentos taurinistas.

Plageando Mussoline digo: Todos os que cegam andando, por caminhos tortos, parecem estar fartos da liberdade de serem quem são”.

Tudo o que disse podia parecer um mero exercício de estilo, se não fosse demasiado sério, mas na minha opinião, são importantes motivos de reflexão para a época que se avizinha de 2018…

A crise dos Paises Arabes e a nossa FESTA...

Projecção do Livro "De Alexandria ao Cairo" de Eça de Queirós, no mundo de hoje, especialmente no mundo do toiro...



 
Hoje não vou usar metáforas, falarei de forma clara, muito a sério mesmo.

A propósito da crise no mundo Arabe, resolvi ler de novo o livro “ De Alexandria ao Cairo” de Eça de Queirós, livro esse a que me referi há vários anos no jornal "FARPAS".

A obra com 75 páginas é estupenda, como tudo o que foi escrito pelo autor ( sempre afirmei a minha paixão Queirosiana ) e lida hoje, dá-nos a possibilidade de compreender melhor o que se passa no Egipto e no mundo.


Conta-nos o autor logo no principio do livro, que as três principais classes sociais nesse país hoje em convulsão, eram : “Fellahs, Sheiks e Paxás que aproximadamente equivalem hoje, Fellashs = operários e agricultores, Sheiks = classe média alta , comerciantes e industriais, Paxás = grandes capitalistas e políticos”.

Estas classes tinham privilégios e deveres que, projectados no Egipto de hoje levaram ao estado actual com reflexos em todo o mundo árabe e não só.

Atenção !!! Vejamos o que mais adiante nos descreve Eça:

“Além do mais há as imposições repentinas.
Para concluir uma obra, o Paxá impõe um tributo de 20 camelos, 200 homens e 20 jumentos. O Sheik chefe da aldeia faz a distribuição: os que podem pagar dão um Bakchich ( Suborno) em ouro ao Sheik … e ficam pobres ; os que não podem pagar são entregues aos emissários do Paxá….”

O imposto é o terror do Fellah. Quando o Sheik devia um certo imposto, toda a aldeia era solidária. De resto se o Sheik não apresentasse a soma exigida, era bastonado até que o conseguisse”.


É evidente que há um certo paralelismo entre este retrato de Eça, se actualizado, e o que se vive com maior ou menor força nos países em crise.


O nosso país não foi invadido por Nubios, Turcos, Persas, Búlgaros, Abissínios, Judeus, Arménios e Árabes do Magreb, como o Cairo a cidade “Das mil e uma noites” ; mas foi invadido, por Ucranianos, Brasileiros, Romenos, Moldavos, Paquistaneses, Bielorussos, Chineses, e Africanos.


Esta maciça invasão tenderá dentro de alguns anos a uma descaracterização de um povo, e mais ainda, isso será evidente, se não se defender com unhas e dentes a nossa cultura e as nossas tradições.


Só há uma maneira de suplantar este sufoco, é agarrarmo-nos ao que é nosso, história, cultura e tradições, não permitindo que meia dúzia de patetas destruam um passado de oito séculos que nos une, em nome de hipócritas sentimentos, que escondem complexos de inferioridade desses bandalhos, por não serem capazes de fazer o que fazem os interpretes das diversas vertentes da arte de tourear. Sim meus amigos, porque o problema reside mesmo, nesses complexos e respectivos recalcamentos.


Os Paxás actuais estão-se cagando para a história e para tradição, e tudo o que é representado por meia dúzia de tipos barulhentos é aceite de bom modo para distrair, já que quem não protesta não incomoda e se ainda por cima essa maioria se entretém em brigas fúteis, como os Fellahs brigavam por um lugar no chão para se sentarem na praça ou por um odre cheio de água, mais facilitada está a vida dos Paxás que sem mundo vivido, sobrevivem só por serem politiqueiros, tornando-se cada vez mais apátridas.


As forças gastas em guerrilhas e ódiosinhos dentro do planeta dos touros, têm que ser potencializadas na defesa da “Festa”, focando-a nas suas resplandecentes mensagens artisticas e culturais, sem fundamentalismos e rancores de ordem pessoal que se sobreponham aos interesses de todos.


A propósito de imaginação retirei mais este trecho do citado livro :


A imaginação que se não modifica, que se não civiliza, perpétua revoltada e perpétua nómada, a imaginação que depois de vencidas as paixões pelo código penal, tem que ser ainda, só ela, bárbara, valente , espontânea, natural e livre.


Temos que acreditar na imaginação dos homens com intervenções desinteressadas, que os há, e que arrastam muita gente, de forma valente, espontânea, natural e livre.


Nós aficionados,Não podemos cair naquele estado a que os Árabes chamam “Kiéf”, que se resume numa espécie de desmaio vivo, em que a vida se torna passiva e o cérebro vive no fundo de um sonho.

A arte dos recortadores...


TOIROS _ Espectáculo na Costa Rica...


Vaca salta por cima duma muralha de gente...


terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Dieta pós Natal...

Agora preparem-se para a passagem de ano, com dieta toda a semana.
Sigam o quadro elucidativo

sábado, 23 de dezembro de 2017

Reflexão- O Natal e a Solidão...

DEFENIÇÂO de SOLIDÂO

A vida não a levamos só a brincar. hoje vamos estar numa de pieguice própria da época que atravessamos

Resultado de imagem para natal solidão

Solidão não é a falta de gente para conversar,
namorar, passear ou fazer sexo...
isso é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos
pela ausência de entes queridos que não podem
mais voltar...
isso é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente
se impõe às vezes, para realinhar os pensamentos...
isso é equilíbrio.
Tampouco é o retiro involuntário que o destino
nos impõe compulsoriamente para que revejamos a
nossa vida...
isso é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...
isso é circunstância.
Solidão é muito mais que isto...
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos
e procuramos em vão, pela nossa Alma!

Cartão de Boas Festas do "sortesdegaiola...

Esta foi a forma original de desejarmos boas Festas. Esperamos que apreciem.



















Se fores Homem  Clica aqui                               

Se fores Mulher Clica aqui

Toiros - Brutal...


Lindo !!! Amor á tauromaquia é isto...


Boas Festas de todos os que amam oS TOIROS ...


sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Natal, obrigado por seres quem és...

Está na moda dizer : "Obrigado por seres quem és"..

Resultado de imagem para obrigado por seres quem és

Há frases que entram no goto do mais comum dos mortais, sem se saber porquê, e ainda por cima fazem pouco sentido.

Saudar alguém com "Então como é qu'é ???", ou despedir-se de outrem dizendo "boa continuação", é simplório e não diz muito, tal como terminar uma carta enviando os melhores cumprimentos é patético. Dizer "bem haja" está vulgarizado. Antigamente, o "bem haja" era uma frase quase exclusiva dos caixeiros das finas mercearias de bairro a par do "Madame"...
A propósito, lembro-me de um arrumador de carros de COIMBRA ( terra onde se usa e abusa do eruditismo no falar ), que aprendeu a palavra "anátema" com a qual respondia ás saudações de bom dia, boa tarde ou boa noite, da seguinte forma . "Qual anátema ... ".

Agora o que está a dar é dizer . "Obrigado por seres quem és, ou por ser quem foste, etc...

Dizer obrigado por estares por perto quando mais preciso. Obrigado por tomares conta de mim. Por me fazeres encontrar quando me perco. Obrigado por me dares a mão quando tenho medo. Por me passares o braço por cima e me tirares o frio. Obrigado por me saberes sossegar. Por me protegeres e defenderes, dizer obrigado por todo o exposto é que faz sentido...

No mundo do toiro, a palavra da moda é "MURUBE", aplicada muitas vezes por quem não sabe a história dos Murubes,,

Entrando na moda possidónia, termino dizendo : Murubes, "Pai Natal e Menino Jesus, obrigado por serem quem são..."